Game com propósito: Jogo simula principais dificuldades de navegabilidade para pessoas com deficiência visual

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A Dell lançou Empathy Wal, game com propósito de mostrar os principais obstáculos vivenciados por deficientes visuais durante sua navegação na internet

Com o passar dos anos, os jogos vêm se tornando cada vez mais democráticos. Isso significa que não há mais necessidade de grandes investimentos para que esse entretenimento seja possível. Hoje em dia, além dos consoles, computadores, notebooks e até smartphones se tornaram ótimas plataformas. E foi um game com propósito que mostrou que acessibilidade pode tornar tudo ainda mais viável.

Atender à necessidade de pessoas com alguma deficiência visual durante a navegação pela internet foi a base para o jogo Empathy Wal. O projeto, desenvolvido pelo Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Dell Technologies no Brasil (LEAD), é exclusivo para notebooks ou computadores.

“Nosso Centro de Pesquisa e Inovação em Fortaleza criou mais uma solução que aproveita a tecnologia de maneira significativa: o jogo Empathy Wal, o qual conscientiza empresas e desenvolvedores para a questão de construir sites que atendam PCDS”, se orgulhou Luis Fernando Gonçalves, presidente no Brasil da Dell Technologies em suas redes sociais.

A ideia da novidade é mostrar que ferramentas de acessibilidade digital são necessárias, além de ser uma maneira de conscientizar sobre a importância em construir plataformas digitais inclusivas. O game permite que os usuários experimentem algumas das principais dificuldades encontradas por usuários que possuem baixo grau de visão ou cegueira.

Empathy Wal: Um game com propósito

O jogo tem uma dinâmica extremamente intuitiva. Tudo para que até mesmo aqueles que não possuem algum tipo de deficiência possam simular a navegação de uma pessoa com baixa visão ou cega.

No primeiro caso, por exemplo, os obstáculos envolvem o tamanho da fonte dos textos, o contraste entre a tela e as palavras e a visualização do cursor. Na simulação de pessoas cegas, por sua vez – quando o usuário é convidado a desligar seu monitor para que consiga ter uma experiência ainda mais imersiva –, são destacadas como a função de atualização automática da página pode atrapalhar na navegação, a descrição de imagens e a função de áudio.

Os recursos do jogo são fornecidos pela Website Accessibility Layer (WAL), desenvolvido no ano passado. A ideia desta ferramenta é tornar as webpages mais acessíveis às pessoas com algum tipo de deficiência visual, inclusive o daltonismo e a dislexia. São mais de 20 funções, incluindo mudanças de cores, contraste e fontes do texto, conforme simula o game.

Esta facilidade está sendo testada e implementada em sete países da América Latina, incluindo o Brasil. O momento para a inserção deste tipo de tecnologia se torna ainda mais necessário durante este período em que o home office se consolida no mundo corporativo, permitindo o distanciamento social. 

Aos poucos, será possível que encontremos sites e portais ainda mais inclusivos e empresas conscientes de que todos podem ter uma navegabilidade prática e fácil. Tudo isso com poucos cliques. Então, vamos dar um play na democratização do acesso virtual!

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Felipe Lima

Jornalista formado pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM) e redator web desde 2017, especializado em SEO pela Comschool. Profissional que acredita no poder das palavras e na transmissão de histórias.

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