Porta de entrada: como começar no esporte paralímpico

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Como fazer para ingressar no movimento paralímpico e começar a praticar alguma destas modalidades? Opções não faltam. 

O esporte paralímpico é uma forte ferramenta de inclusão para pessoas com deficiência. São diversas modalidades, divididas em diferentes categorias para melhor atender as necessidades de cada um, assim como potencializar seus talentos. Mas como fazer para ingressar no movimento paralímpico e começar a praticar alguma destas modalidades? Opções não faltam. 

Atualmente, existem mais de mil associações, espalhadas pelo Brasil, que trabalham com esporte para pessoas com deficiências. Para facilitar a busca, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) disponibiliza em seu site uma relação de todas as instituições filiadas à entidade. Além disso, uma boa maneira de se informar é através das Secretarias de Esporte, de Educação e da Pessoa com Deficiência, de cada cidade. 

Para as crianças, o CPB também investe no projeto “Escolinhas do Centro de Formação”, que proporciona a iniciação esportiva em oito modalidades paralímpicas, para a faixa etária de 10 a 17 anos. O projeto, no entanto, foi suspenso em 2020 devido à pandemia, e tem previsão de retorno para este ano. 

Vale destacar ainda que os esportes paralímpicos têm se popularizado bastante nos últimos tempos. Por isso, hoje em dia, grandes clubes como Corinthians, Palmeiras e Santos investem em algumas modalidades em seus programas esportivos. O Verdão, inclusive, é a casa de Alana Maldonado, a primeira mulher brasileira campeã mundial no judô paralímpico.

Escolhendo a modalidade

Dentro do movimento paralímpico, que engloba os esportes disputados em Jogos Paralímpicos, existem 24 modalidades no total. Mas, vale ressaltar que existem outros esportes, como futebol para amputados ou surfe, que não estão no programa paralímpico. 

Além disso, cada modalidade possui categorias diferentes, de acordo com as capacidades de cada pessoa, além de estarem englobadas em uma classificação específica.

Esta classificação é dividida em:

  • oftalmológica, para atletas com deficiência visual;
  • funcional, para atletas com deficiência física;
  • psicológica, para atletas com deficiência intelectual;
  • e auditiva (não faz parte do programa dos Jogos Paralímpicos). 

Os esportes mais conhecidos, e talvez mais procurados, são a natação e o atletismo. Além de populares, eles também englobam a maior diversidade de deficiências, assim como uma grande variedade de modalidades, como diferentes distâncias, na natação, e provas de velocidade ou de arremesso, no atletismo. Assim, podem ser uma boa porta de entrada para quem quer começar no esporte paralímpico.

Mas outros esportes, ainda que menos conhecidos, também podem chamar a atenção, como a bocha e o goalball, nos quais o Brasil é a principal potência mundial atualmente, no âmbito do esporte de alto rendimento. Isso sem falar em basquete, rúgbi, tênis de mesa, vôlei sentado, entre outras modalidades. 

Com tantas opções, é ideal que a pessoa se informe sobre as modalidades e suas características para saber por qual se interessa mais. E para ajudar nesse processo, o CPB também disponibiliza uma aba em seu site com tudo que você precisa saber sobre as modalidades incluídas no programa dos Jogos Paralímpicos. 

E claro, há dois caminhos possíveis a serem seguidos: o profissional/alto rendimento, com foco em competições, e o amador, priorizando o lazer. 

Por fim, há de se ressaltar como o esporte paralímpico pode agregar na vida de pessoas com deficiência, podendo promover melhoras psicomotoras significativas, além do bem-estar, da saúde e, principalmente, da inclusão.

Veja uma matéria sobre educação física inclusiva no nosso site.


Fernanda Zalcman
Jornalista, curiosa por natureza e apaixonada por fazer a diferença. Encontrou no esporte um propósito: inspirar e dar voz à histórias e pessoas que por vezes estão escondidas. Porque todos importam e merecem espaço!

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